quinta-feira, 16 de outubro de 2014

perfect vs. real

Pergunta do dia

Is there such a thing as too perfect? I believe there is.

Estava eu quietinha no meu lugar a ler a Porter Magazine e tive um "ah ah moment" a ler um artigo. A minha brilhante conclusão foi que perfection is your enemy, quando falamos de estilo.
Naturalmente sempre me afastei de looks demasiado perfeitos, de detalhes perfeitamente adequados e coerentes entre si, nunca foi essa a imagem que quis passar, porque o nosso estilo é uma forma de comunicação, e nunca percebi muito bem o porquê, até hoje.
Quando ando na rua e olho, às vezes indiscretamente, para aqueles que se cruzam comigo sempre distingui  aquelas raparigas impecavelmente vestidas, com uma clara noção de estilo e atenção ao detalhe, daquelas não tão perfeitas, com um cabelo menos cuidado, as unhas por pintar e sem brincos mas que escolhiam combinar duas peças improváveis tão exemplarmente que revelavam muito mais sobre o seu estilo e as suas referências e acabavam por me cativar.
Consigo apreciar uma mulher em que não se consegue encontrar nada a apontar negativamente, tudo está eximiamente conjugado, o perfume condiz com o visual e a ocasião, a maquilhagem está equilibrada, as unhas brilhantes, o cabelo saudável, desafio-vos a encontrar uma ponta espigada, e a imagem dela parece querer comunicar que esta é uma mulher segura de si, totalmente consciente do impacto da sua imagem nos outros. Apesar de apreciar este tipo de estilo considero que a imagem transmitida não é a de confiança e self awareness mas de alguma frieza e até dissimulação.
ah também fico sempre a pensar que são pessoas altamente enfadonhas, mas isto sou só eu. 

 perfect is boring... não?!

Atenção, também não sou apologista dos looks desleixados de quem se veste com as luzes apagadas, não quero extremos, quero pessoas reais e realistas que não se preocupem em estar perfeitas mas que simplesmente se apaixonam pelas peças e as usam para se divertirem e para se expressarem. Não faz sentido querermos passar uma mensagem de perfeição se não somos perfeitos, a mensagem tem que ser verdadeira, tem que ser coerente com a nossa essência.

Verdade seja dita, não sou amiga da perfeição, não sou perfeccionista, não sou obcecada pelos ínfimos pormenores das ínfimas coisas, se isto é um defeito ou uma qualidade falta perceber. Não quer dizer que não seja exigente comigo mesma e não me esforce mas a minha veia pragmática sobressai sempre e faço a distinção entre o que merece a minha atenção redobrada do que é supérfluo e pode ser deixado em segundo plano. exemplo: o meu armário não vai estar sempre arrumado, não penduro obrigatoriamente a minha roupa ao fim do dia no exacto cabide de onde saiu, não prometo estar sempre vestida com uma camisa impecavelmente engomada e não prometo estar sempre preocupada com o que vou vestir, às vezes penso seriamente em sair de casa de pijama porque a ideia de me vestir é mais penosa do que a ideia de enfrentar as pessoas nessa figura.

Se é verdade que o ser humano procura a perfeição, a beleza em tudo o que o rodeia, também é verdade que essa mesma perfeição nos repele porque instintivamente compreendemos que há ali alguma simulação, algum engodo, a realidade é outra e, sinceramente, "encosta a um canto" a perfeição.



Miss "Perfect"




 Miss "Not so perfect"







sexta-feira, 10 de outubro de 2014

5x5




Já compraram a Vogue deste mês, devo dizer que é das minhas edições favoritas. A simbologia das cinco diferentes capas, com cinco mulheres portuguesas, fadistas, cada uma com uma beleza própria e natural que não foi excessivamente trabalhada e é captada a preto e branco pelo querido Bryan Adams, posso chamá-lo "querido" porque já lhe toquei no braço direito há uns anos atrás e acho que isso legítima alguma intimidade no tratamento interpessoal, certo? Continuando... a edição que comemora o 12.º aniversário da publicação está repleta de entrevistas e artigos que li de uma ponta à outra na hora que passei sentada numa esplanada a contar os minutos para ver o querido Ben Affleck no "Gone girl", neste caso é "querido" porque espero num futuro próximo vir a tocar-lhe no braço direito, esquerdo etc.

Entre artigos sobre a relação de McQueen com a sua musa/lover without sex, como diz a Vanitty Fair, Isabella Blow, e sobre a tendência normcore temos um artigo sobre uma nova tendência de beleza, o make-up free ou natural look. Espontaneamente fui-me inclinando neste sentido, reduzi a maquilhagem do dia-a-dia, gradualmente para não assustar ninguém, e comecei a tentar não usar maquilhagem ao fim-de-semana, o que é fácil quando vou ao Ikea e difícil quando vou jantar fora mas estou no caminho certo... Isto tudo para vos dizer que neste artigo é referido um post da Leandra Medine do Man Repeller, provavelmente o meu blog favorito, que crashou o blog dela quando foi publicado, em que ela nos fala do dia em que um homem a considerou "ugly as fuck". Vale a pena ler a resposta, Why i don´t wear makeup!

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Bags Bags Bags



Partilhei na página do FB do StayGold este slideshow que a Style.com fez com as melhores malas da temporada Spring 2015. Estas são as minhas favoritas, vou tratar já das encomendas. yeah right...



Balenciaga


Hugo Boss


Chloé


Proenza Schouler


Stella McCartney


Alexander Wang





quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Decisões



Hoje é o dia! Hoje saí de casa e ainda era de noite... Ainda estavam acesas as luzes da rua e havia aquele humidade no ar da madrugada. Agora até está sol mas já não consigo voltar atrás, estou oficialmente em modo Inverno. Já comprei botas, casacos e já voltei ao blusão de cabedal mas só hoje caí em mim e percebi o que me espera nos próximos meses, aquela sensação de desconforto geral provocada pelo frio, pela humidade, pela obrigatoriedade da presença do guarda-chuva na mala e pelo piso escorregadio que me faz  abrandar o ritmo porque all stars e pedras da calçada molhadas NÃO COMBINAM, enfim... Tudo o que o Inverno tem de mau. 
A única maneira de apaziguar estes sentimentos desoladores é ir buscar a minha roupa de inverno, adoro a sensação de voltar a pendurar as peças do ano passado de que já me tinha esquecido, é quase como se as tivesse acabado de comprar novamente. 
Temos que ir buscar motivação a algum lado, certo?


I have a question???



Se só pudessem comprar uma designer bag, independentemente do preço ou da colecção, qual seria?


Primeiro achei que ia ser fácil decidir mas imediatamente o meu cérebro foi invadido por imagens de malas da Prada, Miu Miu, Céline, Givenchy, Philip Lim, Chanel e LV que invadem os meus sonhos todas as noites e o cenário complicou-se. Depois decidi optar por uma abordagem pragmática à questão e escolher uma mala clássica, intemporal e muito muito cara (o preço de um carro) já que só podia escolher uma, pensei na Chanel 2.55 e na Birkin da Hermés mas o meu coração não apoiou a decisão do meu cérebro calculista. Finalmente, decidi entregar a decisão ao coração e tudo se tornou mais claro, uma só mala se destacou e emergiu no meio de tantas, a City da Balenciaga.

Adoro-a, adoro o aspecto citadino (como o nome indica), adoro as ferragens da mala que lhe dão um ar  de tough gal, as peles utilizadas que tendem a ter um ar gasto de quem é capaz de a pousar no chão de uma esplanada sem pensar duas vezes, adoro a alça grande com um apoio de ombro que me diz que posso enfiar a vida toda e mais um caderno lá dentro sem que a alça se impregne na minha pele e adoro as franjinhas dos fechos, que vinham no modelo original. Gosto tanto da mala que com 14 anos, ainda na minha fase "cinema/música", com a moda algo distante do meu pensamento, se excluirmos a compra obsessiva da Vogue, comprei uma imitação da mala na Parfois, sem saber que o era. Usei-a até aos 20 e poucos, até se desintegrar... Um dia vai ser minha, isso é certo!
  positive thinking or what?!



Qual é a vossa mala de sonho?

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Icons


Hoje e nos próximos dias vamos falar de Icons, de peças intemporais que atravessam tempos, tendências, estilos e se cimentam no nosso imaginário cultural e visual.





Comecemos por uma peça de roupa muito pouco amada, o pólo, mas este não é um pólo qualquer, é um Fred Perry. Esta marca septuagenária, que nasce ligada aos courts de ténis, já teve os seus momentos áureos e os seus momentos negros, quando a sua grinalda de louros começou a ser licenciada indiscriminadamente e facilmente encontrávamos serviços de chá ou isqueiros da Fred Perry. Hoje em dia a marca foi alvo de um rebranding que se focou na ligação da FP ao estilo Mod dos anos sessenta, o resultado foi uma marca rejuvenescida, a transbordar coolness e a re-conquistar mercados e estatuto.
Sempre gostei de pólos, não porque tenhp uma preppy girl dentro de mim mas porque a visão de um pólo remete-me para tantas personagens do fenómeno musical brit-pop que cresci a ouvir e que me influencia tanto.
A simplicidade do pólo Fred Perry torna-o extremamente versátil podendo completar looks mais conservadores e casuais ou looks mais arrojados e rock'n roll. Uma coisa é certa, já ninguém lhe retira o estatuto de Icon do streetware e só por isso devemos todos garantir a sua presença nos armários lá de casa. 







Pólo, Ténis - Fred Perry 2014
Blazer - Zara




Pólo - Fred Perry 2014
Blazer, Calças e Botas - Zara

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

PFW# 2


A Isabel Marant consegue sempre captar a cool essence nas suas colecções, como a Style.com diz, a formula é sempre a mesma só varia o filtro mas o resultado é sempre o foco de atenção das cool girls que por aí andam. Não sei se sou cool ou não duvido mas esta colecção deixou-me maluquinha, era tudo o que precisava, tudo o que me apetece neste momento: muito preto e branco, muito cabedal, padrões gráficos de inspiração tribal, saias curtas, peças em ráfia mas com um ar ultra moderno e citadino how´s that possible? e alguns looks a quebrar o impacto do b&w em tons quentes. Só lamento ter que esperar pela próxima estação para a Zara se inspirar imitar na colecção de uma ponta à outra e eu poder ter algo que se assemelhe ao estilo de Isabel Marant.