terça-feira, 23 de setembro de 2014

MFW#2

 Por favor parem, querem dar cabo de mim? Não sei o que fiz para merecer tamanha afronta à minha dignidade enquanto pessoa humana que adora a Pucci e que adora esta colecção e que vai passar o resto da sua vida sem possuir qualquer uma destas peças!

Não vos quero cansar com esta história dos regresso em força dos 70's para a próxima estação mas... eles voltaram e no caso da Pucci a re interpretação daquela estética é quase literal, temos as calças à boca de sino em camurça, temos franjas, temos o macramé, temos os padrões étnicos e aparentemente orange is the new black for pucci. Está tudo lá talvez com um toque extra do estilo country star.
No final temos alguns dos vestidos mais espectaculares que a Pucci já deve ter feito, provando que é possível captar a essência de um pôr-do-sol num vestido de chiffon.


















MFW#3 Voguistas Milano











segunda-feira, 22 de setembro de 2014

LFW#2 So this happened....


Durante a minha ausência o mundo não parou e até aconteceram coisas importantes, a NYFW terminou em grande, daquilo que vi vamos ter uma estação muita variada, com diferentes silhuetas, com peças de cortes interessantes e para todos os estilos. O estilo militar foi transversal a diferentes coleções mas o sportsware continua muito forte e o free spirit e glamour dos 70's está ao virar da esquina (thumbs up for that).
Gosto desta diversidade de estilos e tendências, permitem-nos assumir diferentes personagens no nosso dia-a-dia, conforme o nosso estado de espírito.

Na semana passada terminou a London Fashion Week. As minhas expectativas são sempre altas, alguns dos meus designers favoritos apresentam a suas coleções na passerelle londrina e por essa razão, e apesar da semana frenética que tive, fui sempre aproveitando todos os minutos de lazer para espreitar o style.com ou o Instagram.

Adoro a Burberry Prorsum, já o disse aqui, e agora em retrospectiva consigo perceber que talvez o problema seja esse, gostar tanto desta marca, criei expectativas muito altas e as expectativas são sempre tramadas.
Não posso deixar de reconhecer que fiquei algo desiludida em estado de choque quando comecei a ver algumas imagens de looks da colecção Spring 2015 aparecer no Instagram. Entrei num estado de negação e fiquei dois dias sem ir espreitar a coleção inteira. Quando o fiz o sentimento de desilusão instalou-se e agora estou a tentar apagar algumas daquelas imagens do meu cérebro, não quero que contaminem as minhas memórias de trench coats drapeadas em cetim, trenchs de renda, ou até as mantas/ponchos personalizaveis com as nossas iniciais, que este Inverno vão estar em todo o lado, a Zara até já tem algumas muito parecidas.

O que aconteceu?
Eu percebo que o truque é tornar uma marca tradicionalmente clássica e até conservadora apelativa para as jovens deste mundo. Conseguiram fazê-lo, eu sou a prova disso, mas agora perderam-se, descarrilaram, o que quiserem chamar-lhe.
Há uma diferença entre jovialidade e infantilidade. Ok, a Chanel apresentou colecções com ténis em supermercados mas são mulheres com looks um pouco teenager vá mas não são crianças, é uma colecção para uma mulher descontraída que não dispensa o conforto e um casaco de tweed da Chanel simultaneamente.
A colecção da Burberry Prorsum perdeu todo o edge que eu associava àquela marca, temos casacos de cabedal curtinhos em ganga colorida, temos pêlo mas não é aquele pêlo sofisticado, é aquele pêlo que podem encontrar no cabelo dos trolls, posso apreciar a junção do plissado feminino em chiffon com peças tão descontraídas como um blusão de ganga mas não consigo entender nada mais.
Não estamos aqui a falar da usabilidade das peças, não se trata disso, estamos a falar de um designer que ultrapassou a barreira psicológica do bom gosto, que não soube renovar-se, que perdeu o edge e que já não sabe como pode continuar a inovar na Burberry agora que já esgotou a novidade da jovialidade, queremos algo mais.
A sensação que fica foi que Christopher Bailey apercebeu-se que há um ano atrás a moda redireccionou-se para uma faixa etária ainda mais jovem e que quer andar com ténis de 3000€ da Chanel e decidiu que, um ano depois uma década em fashion years, já quase saturados da quantidade de ténis que invadiram as lojas, apresentar para a próxima estação mais do mesmo.

Well, those who play safe mever get ahead... 













MFW#1


Não ando com sorte nestes timings das Fashion weeks, coincidiram com o inicio de um novo trabalho e a recta final do meu curso por isso o tempo não tem sido suficiente para tantas novidades que andam aí...Vou tentar falar um pouco das colecções que captaram a minha atenção, que me deixaram a salivar, a desejar que o euro milhões me saísse para cometer algumas centenas extravagâncias... 

Vamos lá à Milan Fashion Week e ao meu amigo Roberto Cavalli, digo amigo porque como todas as grandes amizades da minha vida comecei por odiá-lo, vá "Ódio" é uma palavra forte, mas eu diria que não nascemos um para o outro. 
A sua marca, a sua imagem é tudo demasiado Tcharan para o meu gosto, não sou muito amiga do animal print vá matem-me lá fashionistas nem dos looks uberwoman/femme fatale por isso é compreensível que não sejamos best friends. Tudo mudou meus amigos, tudo mudou...Dei por mim, este fim-de-semana, a dar uso ao botão superior do meu telemóvel a fazer print screens de imagens que surgiam no Instagram que depois percebi serem todas do mesmo desfile, este que vos mostro aqui.
Mais uma vez os anos 70 estão por todo o lado, dos prints psicadélicos com reminiscências tribais, os longos vestidos com berloques, looks dos pés à cabeça em cabedal croc (pode ser já o prateado para mim), calças cargo de algodão branco misturadas com bordados e para terminar as silhuetas glamour 70's, com os seus loooooooongos decotes em "V" e com as típicas lantejoulas em padrão leopardo ou outro felino qualquer. 

There´s a new Cavalli in town and I love him!

















quarta-feira, 17 de setembro de 2014

NYFW#8


Rescaldo da NYFW... Já percebi que vou andar sempre com um atraso equivalente a uma fashion week (problemas de agenda), por isso hoje acaba a LFW e ainda estou na de New York. Tudo a seu tempo.

Continuando...

Por vezes na vida não queremos saber das estatísticas e das probabilidades, não queremos saber dos factos crus e nus e não queremos fazer uma análise objectiva e realista das situações, queremos sonhar, queremos imaginar um cenário melhor e queremos ter uma esperança louca tão forte que nos sustenta nos momentos em que esses factos crus e nus invadem o nosso campo de visão. Esta coleção da Delpozo faz-nos sonhar, se calhar não vamos adoptar nenhuma destas silhuetas, não vamos querer comprar um casaco amarelo com rosetas nem uma saia comprida em tule bordada, mas vamos sempre saber que elas existem por aí  vestidos em tule que mais parecem ter sido criados num mundo místico paralelo ao nosso, ou como diz a Style.com: "they were the stuff that dreams are made of.