segunda-feira, 30 de junho de 2014

Uninspired


Problema: estou temporariamente sem inspiração para este blog,
 Motivo: tenho uma linha de swimwear para fazer inspirada no filme "Wuthering heights" de 1939. Percebem porque não sobra muita inspiração para o resto?

Fica o moodboard e algumas imagens das minhas fontes de inspiração para este projecto.










quarta-feira, 25 de junho de 2014

Givenchy


O Pre-fall já está aí nalgumas lojas e começam a sair agora as campanhas publicitárias de Inverno que já nos abrem o apetite para os dias frios apesar de ainda nem ter começado o Verão, pelo menos para aqueles que vivem em Portugal.

A Givenchy foi das primeiras a captar a minha atenção pois tocaram no meu ponto fraco, padrões étnicos!! Este Inverno vamos ser inundados pelas misturas étnicas e rústicas o que que me agrada muito, estou apostada nos ponchos e capas que sempre amei e raramente vi à venda.

Ricardo Tisci decidiu apostar, para a colecção de Pre-fall e Inverno, nos padrões geométricos combinados com padrões étnicos e estampas de animal print. As silhuetas são inspiradas nos anos 40 e por isso muito femininas apesar de o designer gostar tipicamente de visuais andrógenos. A colecção de Pre-fall  é a minha favorita, vale a pena espreitar o lookbook.



PRE-FALL 2014 GIVENCHY
 



WINTER 2014


Acusem-se, vá!


Quem é que ainda não segue o Stay Gold no Facebook e no Pinterest que se acuse por favor!







sexta-feira, 20 de junho de 2014

New in...

Começaram as primeiras promoções e fui directa ao assunto, Zara. De saldos para saldos tenho seguido sempre aestas regras para garantir que não atravesso a linha que separa uma fashion lover de uma lover of fashion with a shopping adiction:

You shall not:


  • comprar peças só porque estão tão baratinhas que mais valia serem oferecidas.
  • comprar peças que antes tinhamos visto e posto de lado por falta de interesse e agora compramos só porque estão mais baratas.
  • comprar peças horriveis e mal feitas que nem se percebe porque foram postas à venda de tão feias que são.
  • comprar peças que gritam por todo o lado que daqui a dois meses não vais conseguir olhar para a peça sem vomitar devido ao enjoo. (been there, done that, ex. tudo o que envolve tachas e padrões de flores muito fortes.)


    you shall:

    • comprar peças de roupa que captaram a tua atenção mas o preço era muito alto sem justificação.
    • comprar peças para a estação seguinte já de acordo com as próximas tendências.
    • comprar básicos de boa qualidade.
    • comprar bons vestidos, daqueles que facilmente levam a um jantar, saída ou até casamento. Nesta altura esses vestidos incriveis ficam a óptimos preços e acabam por ser um investimento. 
    • fazer previamente uma lista de peças que sentimos falta, eu por exemplo estou com falta de partes de cima brancas bonitas daqueles que se usam com tudo.
    • Impor limites, definir valor que queremos gastar e evitar as lojas depois de esgotarmos esse valor.
    Depois disto tudo posso dizer-vos que fui hoje à Zara e já quebrei uma destas regras. Não sou muito disciplinada mas gosto de pensar que sim. O estrago não foi muito grande porque na verdade AMO todas as peças que comprei, sendo que trouxe para casa as sandálias que mais gostei da colecção por menos de metade do preço. Só a mala é que fugiu às minhas regras, comprei-a porque estava tão baratinha que mais valia ser oferecida. Era 50€ e comprei-a por 15€, quer dizer.... mas adoro-a!





    Under the influence


    Estamos a entrar na época de saldos e porque o meu cérebro associa sempre a palavra SALDOS à palavra ZARA e ao verbo COMPRAR decidi abordar um tema que despelota muita controvérsia entre as fashionistas - o plágio no grupo INDITEX. Como devem saber a INDITEX é um dos maiores grupos de distribuição do mundo de vestuário, acessórios e até artigos de decoração de interiores, é responsável pelas marcas Zara, Pull&Bear, Massimo Dutti, Bershka, Stradivarius, Oysho e Zara Home. Ora, já faz parte do conhecimento geral que este grupo é contantemente atacado por diversos designers de marcas de luxo que o acusam de plagiar as suas peças, tomando conhecimento avançadamente das suas colecções através de verdadeiros "espiões" que se infiltram nos desfiles ou showrooms destas marcas e tomam nota das tendências, detalhes de peças etc e depois transmitem essa informação aos departamentos de design destas marcas que numa questão de dias reproduzem as peças e colocam-nas nas lojas. Por incrível que pareça muitos dos nomes sonantes do mundo da moda não têm a capacidade produtiva de uma marca como a Zara, é este aspecto que marca a diferença. O sistema de produção da Zara tem um modelo sofisticadíssimo que permite saber ao minuto as vendas de cada uma das lojas da marca em qualquer ponto do mundo, permite desenvolver uma ideia, produzir protótipos, testar a peça numa ou outra loja, fabricar as peças finais e expedi-las para as restantes lojas em poucos dias. Não há qualquer hipótese para as outras marcas porque esta eficácia está aliada a estratégias de markting revolucionárias, preços competitivos, departamentos de coolhunters e designers altamente competentes.

    Estamos todas under the influence no que toca à Zara, verdade ou não??? Vá admitam. Quem nunca sentiu ligeiras palpitações quando vê a roupa da Zara ser organizada para saldos, ou quando chega a uma loja e lhe dizem que a peça está esgotada em todo o lado e só se fizer 226km até à Zara de Aveiro é que a encontra, quem nunca sentiu isto que atire a primeira pedra ou diriga-se com urgência a um cardiologista porque deve ter um coração de pedra.

    A verdade é que para aqueles que estão minimamente atentos às semanas da moda de todo o mundo e ao desenrolar de colecções de grandes marcas apercebem-se das semelhanças extraordinárias entre as peças-chave dessas colecções e as peças que vamos encontrando na Zara, de duas em duas semanas como manda a regra. Não há debate possível, a Zara espia a competição. Mas eu pergunto, será competição? será que a Zara representa algum tipo de competição para estas marcas com públicos-alvo tão diferentes e sectores de mercado tão distantes? Não me parece que o consumidor Zara quando vê um top estampado com um padrão de pinceladas e rapidamente o associa à colecção do verão 2014 da Céline pense: "ah, este top é giro mas prefiro ir ali à loja da Céline e gastar um 3.000€ em vez dos 29.99€ da Zara agora a 19.99€".


    Isto não acontece meus amigos, quem compra na Céline, por vezes compra na Zara até, mas quando compra Céline não o faz apenas por amor à roupa, responde ao apelo do valor da Marca. O consumidor sente um apreço diferente pela peça por ser daquela marca, fruto do trabalho daquele designer, feita deste material e comprada nas galeries lafayette em vez do Centro Comercial Colombo. Atenção, ter em conta o factor "marca" numa compra não faz mal a ninguém, só faz mal quando é apenas o único factor ponderado na equação. Financeiramente não posso ver como o sucesso de uma marca que se inspira noutras que se dirigem a outros públicos pode ser prejudicial para estas.

    Só posso compreender e atender à frustração dos estilistas que conceberam aquela peça com tanto carinho, inspiraram-se nalgum aspecto das suas vidas, dirigiram-se às necessidades das suas clientes e depois vêm as suas ideias ser reutilizadas (sempre com um matreiro twist) noutras peças, desvirtuando por completo todo o contexto de criação daquele artista. Esta sim é a verdadeira questão mas infelizmente ainda não fomos capazes de desenvolver um regime legal que seja simultaneamente capaz de proteger a ideia e o artista sem se tornar opressor do processo criativo daqueles artistas que lhe sucedem.
    Honestamente, tendo em conta a minha formação jurídica até serve para alguma coisa, sei que é praticamente impossivel de traduzir estas duas necessidades num regime legal articulado entre si, em que os preceitos legais não sejam invariavelmente interpretados conforme o interesse do artista plagiado ou o do plagiador, ou seja nem sempre o resultado alcançado era o resultado desejado pelo legislador. Vamos então proibir que no futuro próximo volte a surgir uma peça de roupa por onde se enfia a cabeça num buraco grande, os braços nos buracos laterias pequenos (t-shirt, top) e que tenha um padrão de pinceladas de tamanho médio espalhadas pela peça? Não me parece sensato.

    Concluindo, enquanto esse regime legal inovador não for desenvolvido os designers vão ter que continuar a recorrer ao antigo e a perder nos tribunais, como tem acontecido na maioria dos casos. Acho que o que faz falta é uma mudança de mentalidades. O que importa a uma Fashion House se uma srª de classe média em ascenção lol da zona de Lisboa com 24 anos se interessa e compra umas quantas peças da colecção da Zara que lhe lembram a colecção da Céline com que ela vibrou. Garanto-vos que não vou juntar os meus euros até atingir a módica quantia de 3.000€ para depois apanhar um voo para Paris e adquirir as peças na Céline, até porque provavelmente demorava tanto tempo que saiam mais 5 colecções de verão em que ficava interessada.

    Deixo-vos um apelo Ó Grandes Marcas: deixem-nos sonhar! Deixem-me sonhar porque quando compro aquela peça tão parecida com a vossa sinto-me mais perto de vocês, quase que nos tornamos amigos e vos trato por "tu". Não posso dizer que esta mala é da Céline ou da Phillip Lim porque não é mas posso dizer que é da Zara mas comprei-a porque me fez lembrar aquela mala da qual tenho um foto no iPhone, como quem traz as fotos dos filhos na carteira. Já dizia o outro que a imitação é a melhor forma de homenagem.

    Now get over yourself....

    quarta-feira, 18 de junho de 2014

    London shopping


    Se a cidade já deixa qualquer um fora de si as lojas então deixaram-me num estado catatónico... Quando voltei ao meu estado normal lá entrei nalgumas lojas que, por sinal, já estavam em SALES SALES SALES.
     As favoritas foram a TOPSHOP, TED BAKER, DUNE, COS e ALL SAINTS.

    P.S - ligeiramente frustrada com o blogger por as imagens perderem tanta qualidade, alguém conhece um truque para isto não acontecer.

    Mala - TED BAKER
    Sandálias - Dune na TOPSHOP



    Sapatos - PRIMARK (depois de não conseguir apanhar estes sapatos na ZARA encontrei uma réplica na Primark. Valeu Primark!!)
    Sandálias - TOPSHOP




    Coming home...


    Voltar é o que custa mais, especialmente quando nos sentimos em casa no sítio que conhecemos. Foi essa a sensação geral, todo aquele ambiente e energia era-me familiar. A grande cidade com milhões de pessoas não me assustava nem intimidava, era a minha casa ou podia ser.
    Now... Let´s talk abou fashion. Por todo o lado circulam musas de street fashion que desfilam os seus looks completamente descontraídos que captam o estilo efortless irrepreensívelmente. Foi tão refrescante ver todas aquelas miscelâneas de estilos com diversas origens e influências. Infelizmente a pequena dimensão do nosso país nem sempre é favorável à diversidade e temos sempre aquela sensação que a todos os sítios que vamos estão sempre as mesmas pessoas, sempre vestidas da mesma maneira e nas mesmas lojas. Que falta fazia à minha vida uma viagem por semana a estes epicentros culturais só para alegrar as vistas...